Texto editorial original do OrbTrail, escrito com linguagem própria a partir da publicação de referência.
A adoção de inteligência artificial deixou de ser um experimento no atendimento em campo. Uma pesquisa com 2.317 profissionais de nove países indica que 95% das organizações já usam IA e 85% pretendem ampliar o investimento nos próximos dois anos. As prioridades são concretas: melhorar a experiência do cliente, elevar a produtividade, reduzir riscos e transformar cada visita em uma oportunidade de gerar valor.
Os resultados aparecem com mais clareza quando a tecnologia está ligada à operação. Entre as empresas que usam IA para agendamento e despacho, 57% relatam maior receita por trabalho. Também surgem ganhos de produtividade, redução de emissões e custos de mão de obra menores. O problema é que esses benefícios dependem de uma base organizacional que ainda não está pronta em muitas empresas.
Dois terços dos líderes dizem que a rotatividade dos profissionais móveis aumentou. A principal causa apontada é a falta de treinamento e suporte quando novas tecnologias chegam. Ao mesmo tempo, 61% afirmam que os técnicos não têm acesso suficiente aos dados de clientes de que precisam. Sem contexto, até uma boa recomendação de IA perde utilidade no momento da execução.
A leitura prática é simples: comprar mais tecnologia não resolve, por si só, o desafio de Field Service. O retorno cresce quando treinamento, desenho de processos e integração de dados avançam juntos. Empresas que tratam a IA como infraestrutura de trabalho — e não como um recurso isolado — tendem a criar uma vantagem mais sustentável.




